quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Iraque: guerra encerra com milhares de mortos e custo de US$ 802 bi

O comandante das tropas americanas no Iraque guarda a bandeira dos Estados Unidos durante cerimônia em Bagdá nesta quinta-feira
Foto: AFP

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira o encerramento formal da Guerra do Iraque, com a retirada dos últimos soldados do país e o final das operações que duraram quase nove anos, custaram bilhões de dólares e milhares de vidas.
Agora, caberá aos líderes iraquianos garantir a segurança e a reconstrução em um país devastado.
Quase todos os números relacionados com a guerra são questionados, sendo que o número de mortes entre os iraquianos é o mais questionado de todos. Abaixo, um resumo de algumas das cifras mais importantes e os argumentos que as cercam.
Número de soldados
Os soldados americanos lideraram a invasão do Iraque em março de 2003, em uma coalizão com a Grã-Bretanha e outros países. Os números de soldados dos Estados Unidos no país variou entre 100 mil e 150 mil, exceto no período da elevação do contingente, em 2007.
A elevação do contingente foi uma iniciativa do ex-presidente George W. Bush para melhorar a segurança no país, principalmente na capital, Bagdá, e envolveu o envio de mais 30 mil soldados.
O presidente Barack Obama fez da retirada do Iraque uma das grandes promessas de sua campanha eleitoral de 2008 e o número de soldados vinha caindo desde que ele assumiu o cargo, em janeiro de 2009.
No dia 19 de agosto de 2010, a última brigada de combate americana saiu do país, deixando para trás 50 mil funcionários militares envolvidos no processo de transição.
Vítimas
Segundo os últimos dados do Departamento Defesa dos Estados Unidos, os americanos perderam 4.487 militares desde o início da operação no Iraque em 19 de março de 2003.
No dia 31 de agosto de 2010, quando os últimos soldados de combate americanos saíram do Iraque, 4.421 tinham morrido, dos quais, 3.492 morreram em ação. Quase 32 mil tinham sido feridos em operações no país.
Desde então, no que foi chamado Operação Novo Amanhecer, 66 morreram, dos quais 38 em ação. Outros 305 foram feridos em ação desde 1º de setembro de 2010.
A Grã-Bretanha perdeu 179 militares. Entre estes, 136 morreram durante operações. Outros países que fizeram parte da coalizão registraram 139 mortes, segundo o site iCasualties.
Mas, enquanto os dados de vítimas entre os militares americanos e dos outros países da coalizão trazem números razoavelmente bem documentados, o número de vítimas entre os civis iraquianos é mais difícil de determinar devido à falta de estatísticas oficiais confiáveis.
Todos os números e estimativas de mortes entre iraquianos são muito questionados. A organização Iraq Body Count (IBC) vem tentando levantar estes números analisando relatos da imprensa e comparando com registros de necrotérios. Segundo o IBC ocorreram entre 97.461 e 106.348 mortes entre os iraquianos até julho de 2010.
O período mais violento em termos de mortes de civis foi o mês da invasão, março de 2003, durante o qual o IBC afirma ter ocorrido a morte de 3.977 civis iraquianos. Outros 3.437 morreram em abril de 2003.
Mas, estes não são os únicos números. Outros relatórios e pesquisas apresentaram uma variedade de estimativas de números de iraquianos mortos. A Pesquisa sobre a Saúde da Família Iraquiana, que contou com o apoio da ONU, estimou que ocorreram 151 mil mortes violentas no período entre março de 2003 e junho de 2006.
Enquanto isto, a revista especializada The Lancet publicou em 2006 uma estimativa de 654.965 mortes entre iraquianos relacionadas à guerra, das quais 601.027 foram causadas por violência. Esta pesquisa da revistaThe Lancet e a Pesquisa sobre a Saúde da Família Iraquiana incluem mortes de combatentes e civis iraquianos.
Um número desconhecido de empreiteiros civis também foram mortos no Iraque. O site iCasualities publicou o que descreve como uma lista parcial que traz o número de 467 mortos.
Custo
O custo da guerra é outra área na qual os números variam muito. O Serviço de Pesquisa do Congresso, um serviço respeitado e apartidário, estima que, no final do ano fiscal de 2011, os Estados Unidos terão gasto quase US$ 802 bilhões para financiar a guerra.
No entanto, o economista vencedor do prêmio Nobel Joseph Stiglitz, e a professora de Harvard Linda Bilmes, afirmam que o custo real chega a US$ 3 trilhões se os impactos adicionais no orçamento e na economia dos Estados Unidos forem levados em conta.
Deslocados pela guerra
A violência sectária do conflito no Iraque começou a aumentar no começo de 2005. Mas a destruição de um importante templo xiita em fevereiro de 2006 levou a um aumento grande dos ataques ocorridos entre milícias sunitas e xiitas. Isto levou muitas famílias iraquianas a abandonar suas casas e se mudar para outras áreas do país ou ainda fugir do Iraque.
A Organização Internacional de Migração (IOM, na sigla em inglês), que monitora o número de famílias que abandonaram suas casas, estima que nos quatro anos entre 2006 e 2010, até 1,6 milhão de iraquianos tiveram que deixar seus domicílios, mas permaneceram no país, o que representa 5,5% da população. Deste total, cerca de 400 mil pessoas voltaram no meio de 2010, primeiramente para Bagdá, Diyala, Ninewa e Anbar, segundo a IOM.

Operação da Polícia Civil contra jogo do bicho tem 44 presos

Cinco pessoas foram presas em flagrante.
Ação ocorre no Rio, Pernambuco, Bahia e Maranhão.


Subiu para 44 o número de presos durante aoperação "Dedo de Deus" realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP-RJ) para prender suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho no Rio e em outros três estados. A informação foi divulgada pela polícia na noite desta quinta-feira (15). Foram cumpridos 39 mandados de prisão; outros cinco suspeitos foram presos em flagrante.
De acordo com a Polícia Civil, dos 44 presos, 36 foram localizados no Rio de Janeiro, um na Bahia, outro no Maranhão e mais um emPernambuco.

Entre os presos, há dois policiais militares e um guarda municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um policial civil ainda está foragido, segundo a polícia.
A operação foi iniciada logo cedo, com agentes descendo de rapel do helicóptero da Polícia Civil em uma cobertura que seria de um contraventor, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. No apartamento triplex, o luxo está por toda parte, com jardins suspensos, piscina e até cascata. O símbolo da escola de samba Beija-Flor decora o azulejo no piso da piscina, além de paredes no interior do apartamento. 
Apreensão de R$ 517 mil 
Os policiais também fizeram uma varredura no barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, Zona Portuária, onde foram apreendidos R$ 115 mil em espécie. E em Teresópolis, na Região Serrana, as buscas ocorreram num hotel fazenda que seria de propriedade de um ex-prefeito do município, que também foi preso durante a operação. Ele é apontado pela polícia como o responsável por comandar pontos do jogo do bicho na serra fluminense.
Segundo Martha Rocha, no total foram apreendidos R$ 517 mil em espécie, incluindo euros, além de joias, oito veículos, 39 computadores, uma arma, notas fiscais, documentos e máquinas portáteis de cartões de crédito.
A investigação começou em Teresópolis, após denúncias que davam conta de que comerciantes estavam sendo coagidos a implantar jogo do bicho nos seus estabelecimentos legalizados. Segundo as denúncias, policiais civis atuavam na coação desses comerciantes, além de passar informações para os contraventores sobre operações policiais.A Polícia Civil informou também que os contraventores alteravam o resultado das apostas. Quando a quadrilha sabia que muitos apostadores jogariam em um único número fazia com que esse número não fosse sorteado, segundo a polícia.
60 mandados de prisão
De acordo com a Polícia Civil, a corregedoria investigou uma quadrilha de contraventores que atuava em grupos em diversas cidades. Entre os 60 mandados de prisão, Martha Rocha afirma que cinco contraventores são considerados mandantes de pontos do bicho em Teresópolis e Petrópolis, na Região Serrana, Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias e Nilópolis, na Baixada.
Segundo o delegado Felipe Vale, da Corregedoria da Polícia Civil, empresas de outros estados foram interditadas por prestar serviços ao jogo do bicho.

“O Rio era a célula da organização. Mas em outros estados funcionavam empresas que forneciam aparato técnico. Na Bahia, uma empresa fornecia máquinas de cartão de crédito adaptadas para o bicho. Os funcionários dessa empresa eram convidados para o camarote da Grande Rio, no carnaval carioca, por exemplo. Em Pernambuco funcionava uma gráfica que vendia talonário para o jogo do bicho”, explicou Vale, acrescentando que o envolvimento de contraventores com o carnaval acarreta na investigação de escolas de samba, como a Beija-Flor e Grande Rio.
A promotora Angélica Glioche afirmou que essa quadrilha movimentava dezenas de milhões de reais por mês. “O jogo do bicho não é um jogo inocente, movimenta milhões de reais por mês. E só se sustenta por conta de crimes mais graves, que são de conhecimento daqueles que fazem parte da quadrilha do bicho. Corrupção ativa e passiva, homicídio e até manipulação do jogo do bicho”, comentou.

Cerca de 1 mil agentes
Cerca de mil homens civis participam da operação, entre policiais civis e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado  do MP (Gaeco). Ação também acontece em Pernambuco, Bahia e Maranhão. Helicópteros dão apoio aos agentes que cumprem 60 mandados de prisão e pelo menos 120 mandados de busca e apreensão em residências, construtoras, empresas que fabricam artigos eletrônicos, gráficas, fazendas, sítios e  hotéis.
Investigações começaram há um ano
As investigações da Corregedoria da Polícia Civil começaram há um ano. Nesse período, os agentes monitoraram a instalação de máquinas eletrônicas de cartões de crédito no mercado clandestino das apostas. Segundo a polícia, empresas faziam a instalação, manutenção e treinamento dos anotadores do jogo do bicho.
Segundo a polícia, um homem que seria responsável por fornecer e distribuir os talões usados por anotadores do jogo do bicho no Rio foi localizado numa gráfica em Pernambuco. Ele e a dona da gráfica tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça.


Marco Maia revoga manutenção de 300 cargos aprovada pela Câmara

Presidente da Câmara disse que medida foi inserida 'inadvertidamente'.
Preservação dos postos custaria R$ 1,5 milhão por ano no orçamento.


O presidente da Câmara, Marco Maia, assinou nesta quinta-feira (15) ato para revogar a manutenção de 300 cargos de nível médio que deveriam ser extintos da estrutura da Casa. Na quarta, o fim desses postos havia sido derrubado pelos deputados, que aprovaram artigo que também dava amplos poderes à Mesa Diretora para criar, transformar e extinguir cargos, desde que não houvesse "acréscimo de despesas".

O artigo, agora revogado, foi inserido num projeto de resolução que criou outros 66 cargos para o PSD na Câmara. O trecho foi à votação sem comunicação aos líderes partidários. A revogação, segundo informou a assessoria de imprensa de Marco Maia, deve ser publicada ainda nesta quinta em edição extra do Diário Oficial da Câmara.
O artigo tinha por objetivo "resguardar" 300 vagas que seriam extintas com a aposentadoria dos atuais ocupantes, conforme previsão em resolução anterior. Os cargos seriam ocupados após realização de concurso público em 2012, com salários de R$ 5,2 mil para nível médio. O custo para manter esses cargos seria de R$ 1,5 milhão por ano.

Após ser questionado por jornalistas sobre o assunto por volta das 22h de quarta, após a votação da proposta em plenário, o presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que iria revogar o artigo, porque foi "inserido inadvertidamente" no projeto de resolução.

O artigo 4ª do projeto diz o seguinte: "Desde que não acarrete acréscimo de despesas, a Mesa poderá dispor sobre requisitos, atribuições, criação, transformação, extinção e lotação de cargos da Câmara dos Deputados, com vista à racionalização e à modernização administrativa."
O texto substitui trecho de uma resolução de 2006 que previa a extinção gradativa de 865 cargos de nível médio. Deste total, 565 já foram extintos e outros 300 ainda estão ocupados. A proposta aprovada na Câmara suspenderia a progressiva extinção dos 300 cargos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cúpula da Secretaria de Segurança se reúne para definir nome de novo comandante da P



RIO - O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, está reunido, na manhã desta quinta-feira, com subsecretários e assessores diretos para definir o sucessor no comando da Polícia Militar. O nome do novo comandante deverá ser divulgado nas próximas horas. Entre os oficiais que estariam na disputa, dois são ex-comandantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope)assim como o antecessor, Mário Sérgio Duarte, que deixou o posto na quarta-feira : os coronéis Paulo Pinheiro e Pinheiro Neto. O mais cotado, segundo fontes do governo, é o coronel Pinheiro Neto, que foi o 13º comandante da tropa de elite da PM e participa da reunião. Pinheiro Neto, de 47 anos, comandou o Batalhão de Operações Especias (Bope) em 2007, quando a polícia invadiu o Complexo da Alemão e 19 pessoas morreram. Ele foi aspirante da PM em 1987 e promovido a coronel em 2009. Foi a primeira promoção do comando de Mário Sérgio Duarte. Ele é amigo pessoal do comandante exonerado e do subsecretário Operacional da Secretaria de Segurança, delegado Roberto Sá. A amizade entre os três firmou-se durante o Curso de Operações Especiais do Bope, onde foram companheiros de turma.
Comandantes de batalhões ouvidos pelo GLOBO dizem que o novo comandante da PM terá que atender a três características: lisura, firmeza e unir a tropa, que passa por momentos difíceis por causa do envolvimento do comando e de policiais do 7º BPM (São Gonçalo) com a morte da juíza Patrícia Acioli, em agosto.
Entre outros nomes que estariam sendo analisados pelo secretário, um dos possíveis sucessores é velho conhecido dos policiais do batalhão de São Gonçalo: considerado linha dura, o coronel Ricardo Quemento Lobasso comandou o 7º BPM (São Gonçalo) entre 2007 e 2009, época em que a juíza Patrícia Acioli, assassinada em agosto, já estava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. Antes, porém, o militar já havia comandado o Batalhão Ferroviário e o 2º BPM (Botafogo), entre 2005 e 2007. Em 2009, foi transferido do batalhão de São Gonçalo para o 31º BPM (Barra da Tijuca).
O segundo nome da lista seria o do coronel Aristeu Leonardo Tavarez, relações públicas da PM durante o governo Rosinha. Ele também comandou o 2º CPA (Comando de Patrulhamento de Área) e o Batalhão de Polícia Rodoviária. Em 2006, foi promovido a coronel em meio a denúncias de que a governadora Rosinha teria publicado uma lista de oito oficiais promovidos a coronel incluindo quatro tenentes-coronéis, entre eles Aristeu Leonardo, que estavam fora das oito primeiras colocações de uma relação elaborada pela Comissão de Promoção de Oficiais.
Aristeu Leonardo integrou o trio de arbitragem brasileiro que foi à Copa do Mundo em 2006. Nascido na Lapa e criado na Zona Norte do Rio, Aristeu tinha duas paixões quando menino: futebol e filmes de guerra. O desempenho fraco como zagueiro nas peladas com os amigos o fez pender para o lado militar e escolher ser PM porque nas Forças Armadas teria de deixar a cidade do Rio.
O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, deixou o cargo no fim da noite de quarta-feira, dois dias depois da prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante de dois batalhões acusado de ser o mentor do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 11 de agosto. Em nota, a Secretaria de Segurança informou que ele enviou uma carta ao secretário José Mariano Beltrame, reconhecendo "o equívoco" de ter nomeado o tenente-coronel Cláudio para o 7º BPM (São Gonçalo), o primeiro cargo de comando dado ao oficial, que está preso desde quarta-feira em Bangu 1 com outros sete PMs. Na carta com o pedido de exoneração, enviada a Beltrame pelo BlackBerry do hospital onde está internado, se recuperando de uma cirurgia na próstata, ele disse estar "ciente do desgaste institucional decorrente de sua escolha".
"Sobre o caso particular que me impõe esta decisão, o indiciamento do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira no homicídio da juíza Patrícia Acioli, e sua consequente prisão temporária, devo esclarecer à população do Estado do Rio de Janeiro que a escolha do seu nome, como o de cada um que comanda unidades da PM, não pode ser atribuída a nenhuma pessoa a não ser a mim", escreveu Mário Sérgio.
A exoneração, pedida, segundo a nota da secretaria, "em caráter irrevogável", aconteceu um dia depois de Beltrame ter afirmado, em entrevista coletiva, que Mário Sérgio gozava de sua "plena confiança". Ainda segundo o texto, o secretário lamentou a saída do oficial.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Inspiração dos meus sonhos,não quero acordar!










*E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus sonhos,mas enlouqueceria se não existice as inspirações dos meus sonhos,mesmo sem saber são eles que me dão forças para continuar sonhando! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são importante para min e o quanto minha vida depende de suas existências,credibilidade e alegria*


Faço qualquer negócio pra te ver na TV ou no twitter/facebook
Grudo no pé, dou bandeira, fico de bobeira só pra te ver passar
Teu olhar iluminado, meu coração disparado...
Se o teu olhar de repente cruzar com o meu olhar envergonhado...
Olá, eu sou sua fã
A número 1,sou sua fã
Não durmo direito, não como, não bebo... só vivo de ver voces passarem na tv
Vocês realizam o meu sonho,são minha razão de sonhar!!!

(Fã-Ivete Sangalo''musica'')

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Jornal Nacional ganha Emmy Internacional na categoria 'Notícia'

Conquista do prêmio foi pela cobertura da ocupação policial do Complexo do Alemão, no Rio. Esta é a 7º vez, em nove anos, que o Jornal Nacional chega à final do Emmy Internacional.

O Jornal Nacional ganhou na noite desta segunda-feira (26), em Nova York, o prêmio Emmy Internacional - o Oscar da televisão mundial - pela cobertura da ocupação policial do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, no ano passado.O que há de melhor no jornalismo de TV mundial estava reunido na noite desta segunda, num auditório em Nova York. Repórteres, reportagem, documentários.Quando chegou a hora do jornalismo internacional, o anúncio na categoria 'notícia' foi para o Jornal Nacional. Nos agradecimentos, feitos em inglês, William Bonner, o editor-chefe do Jornal, disse que este é um momento especial para a história do Rio de Janeiro e também do Brasil, porque o trabalho de reportagem registrou o momento onde o governo tentou mudar o método usado para libertar a população da dominação dos traficantes de drogas.
Logo depois de receber o prêmio no auditório, a equipe vencedora do Emmy deste ano, foi para a sala de imprensa, onde os ganhadores deram as suas primeiras entrevistas.
O diretor-geral de jornalismo e esporte da TV Globo, Carlos Henrique Schroder, falou sobre a conquista do prêmio. “Esse evidentemente é o prêmio mais importante que a gente já conseguiu até hoje e eu diria que é o reconhecimento e a confirmação do trabalho que a gente vem fazendo no Brasil e no dia a dia nos nossos telejornais. É o Jornal Nacional que está recebendo este prêmio, mas eu diria que todo o trabalho de jornalismo da Rede Globo está homenageado através deste prêmio”.
O Jornal Nacional venceu com a cobertura da expulsão de traficantes e a ocupação policial do Complexo do Alemão, no Rio, em novembro do ano passado.
As equipes de reportagem do Rio de Janeiro mostraram o cerco aos bandidos, a entrada dos blindados, a impressionante fuga em massa dos criminosos por uma estrada, registrada pelo Globocop e a sensação de liberdade dos moradores.
Foram inscritos trabalhos de mais de 60 países e entre os finalistas estavam produções do Reino Unido, da Islândia e das Filipinas.
Esta é a 7º vez, em nove anos, que o Jornal Nacional chega à final do Emmy Internacional. As duas primeiras, com coberturas das equipes do jornalismo nos Estados Unidos. As reportagens mostraram o ano seguinte aos atentados de 11 de Setembro.
Em 2005, a Globo concorreu com a cobertura da reeleição do ex-presidente americano George Bush e a partir de 2007, o Jornal Nacional foi finalista todos os anos.
Primeiro, com o projeto Caravana JN, que percorreu o Brasil em 2006, para mostrar os desejos dos brasileiros no ano eleitoral.
No ano seguinte, com a cobertura jornalística da tragédia mais grave da aviação brasileira, o acidente com airbus da TAM, que matou 199 pessoas, em São Paulo.
Em 2009, a indicação veio pelo trabalho durante o caso da jovem Eloá, sequestrada e morta pelo ex-namorado em Santo André, no ABC paulista.
Um ano depois, o JN foi finalista pela cobertura do apagão em 18 estados brasileiros, que afetou milhões de pessoas e a última veio esse ano com a ocupação do Morro do Alemão.
A TV Globo também já conquistou cinco prêmios Emmy Internacional: ao jornalista Roberto Marinho foram concedidos dois prêmios e a última vez tinha sido com a novela Caminho das Índias, em 2009.
A Rede Globo é a única rede de TV brasileira premiada com o Emmy Internacional. Hoje, foi a vez do jornalismo. “Nos últimos nove anos, o JN esteve sete vezes colocados entre os quatro melhores telejornais do mundo. O seu trabalho foi reconhecido desta maneira pela academia de televisão. Eu acho que isso é uma prova da qualidade da televisão que fazemos no Brasil, do telejornalismo que fazemos na Rede Globo”, afirma o editor-chefe e apresentador do Jornal Nacional, William Bonner.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bovespa desaba 5,72%, a maior queda desde novembro de 2008. Dólar fecha em alta de 1,15%

RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA - Reagindo ao pânico e à queda generalizada nos mercados internacionais, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou nesta quinta-feira com queda 5,72%, aos 52.811 pontos. Foi a pior baixa desde 21 de novembro de 2008, quando o mundo passava pelo momento mais agudo da crise originada no mercado imobiliário americano seguida da quebra do banco americano Lehman Brothers e o Ibovespa caiu 6,45%.
Já o dólar comercial terminou o pregão em alta de 1,15%, cotado a R$ 1,579 na compra e R$ 1,581 na venda, acompanhando a trajetória de valorização da moeda pelo mundo. Na máxima do pregão, a moeda chegou a avançar 1,40%.
O temor espalhou-se pelos mercados mundiais diante dos sinais de que a economia global, com os EUA à frente, recupera-se muito lentamente. Às 12h55, no pior momento do pregão desta quinta-feira, o Ibovespa chegou a 52.628 pontos, queda de 6,05%. No fechamento, entre os 92 principais índices de ações de todo o mundo, acompanhados pela Bloomberg, o Ibovespa foi o segundo pior, perdendo apenas para o Merval, da Bolsa de Buenos Aires, que caiu 6,01%.
Em Nova York o Dow Jones caiu 4,31%, o S&P 500 perdendo 4,78% e o Nasdaq recuou 5,08%. Foi a maior perda percentual desde fevereiro de 2009, segundo o "New York Times". Houve outros 17 dias desde o início de 2008 em que Wall Street terminou em queda de mais de 4% - 13 dias naquele ano e quatro em 2009. Na Europa, os principais índices, de Londres, Paris e Frankfurt, fecharam com queda superior a 3%. Em Milão, na Itália, o principal índice perdeu 5,16%.
Segundo especialistas, os sinais de lentidão da recuperação da economia americana e a crise das dívidas públicas na Europa puxaram também a queda das commodities, prejudicando ações de empresas com grande participação no Ibovespa, como Petrobras e Vale.
Segundo dados preliminares, as ações preferencias (PN, se direito a voto) da Petrobras caíram 7,35%, a R$ 21,99, enquanto as ordinárias (ON, com direito a voto) perderam 7%, a R$ 22,97. Os papéis PN da Vale recuaram 5,38%, a R$ 41,26 e os ON, 5,76%, a R$ 45,10. A maior queda do Ibovespa também está ligada às commodities: os papéis da MMX, mineradora controlada por Eike Batista, caíram R$ 16,07%, a R$ 6,11.
- Por causa do perfil de país emergente, considerado mais arriscado, o Brasil perde mais em dias de fuga generalizada - diz William Castro Alves, analista da XP Investimentos.
Além disso, os mecanismo de stop losses (ordens automáticas para vender ativos quando as perdas atingem níveis elevados), que aceleraram as perdas no pregão de quarta-feira, voltaram a atuar nesta quinta-feira.
Entre as 67 ações listadas no Ibovespa, cinco ativos chegaram a cair mais de 10%. As preferenciais da TAM derreteram 10,01%, a R$ 26,26, no auge das perdas, e só foram superadas pelas quedas das ordinárias da ALL (10,19%, a R$ 9,34), da Duratex (14,19%, a R$ 9,01) e das empresas do bilionário Eike Batista - LLX tombou 14,25%, a R$ 3,43, e MMX despencou 15,11%, a R$ 6,18.
Para o gestor de renda variável da Yield Capital, Hersz Ferman, a queda mais aguda no Ibovespa pode ser explicada também por uma visão negativa do investidor estrangeiro em relação ao Brasil. Outros especialistas, no entanto, acham que o efeito manada falou mais alto.
Assim como na quarta-feira, o pregão desta quinta-feira teve alto volume de negócios, com R$ 9,6 bilhões. Para alguns especialistas, isso pode indicar forte saída de investidores estrangeiros, embora os locais também tenham seguido o movimento.
Ontem, o Ibovespa já havia registrado desvalorização de 2,26%, aos 56.017 pontos, menor patamar desde 3 setembro de 2009.
Dólar volta à cotação de 11 de julho O dólar voltou à cotação de 11 de julho passado, quando o Banco Central (BC) anunciou uma nova redução do limite de posição vendida em câmbio no mercado à vista.
Segundo especialistas, investidores vendem ativos pelo mundo, em meio à turbulência dos mercados nesta quinta-feira, e buscam ativos de maior liquidez pelo mundo, como os títulos da dívida americana. Por isso, a moeda sobe.
O dólar americano também se valoriza frente a moedas dos mais variados países como rand sul-africano (3,29%), coroa sueca ( 2,95%), euro ( 1,39%) e libra esterlina (0,97%). Após o Banco Central da Suíça adotar medidas na última quarta-feira para controlar a valorização do franco, o dólar registra uma desvalorização de 0,38% no país, na contramão dos mercados mundiais.
Por aqui, o BC realizou dois leilões de compra da moeda no mercado à vista, no início e no fim da tarde desta quinta-feira.
LEIA MAIS: Bolsas mundiais perderam US$ 2,6 trilhões em 6 dias
'Pneumonia crônica' A presidente Dilma Rousseff mostrou preocupação com o cenário internacional e avaliou que a situação está se deteriorando.
- A situação agora não é mais de uma gripe, mas de pneumonia crônica - disse ela, segundo relato do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, que participou nesta quinta-feira de uma reunião no Palácio do Planalto, com a presença da presidente, sobre o plano Brasil Maior, lançado pelo governo na terça-feira para incentivar a industrialização brasileira.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil sofrerá as consequências da turbulência global, mas está preparado. Ele acrescentou que os mecanismos que o governo adotou em reação à crise de 2008 "poderão ser implantados a qualquer momento" se for necessário:
- Temos que ficar alerta, olhando as consequências. É claro que sempre haverá consequências, mesmo o Brasil estando preparado. Sempre há, por exemplo, queda de bolsa, pode haver queda de comércio, um pouco de queda de crédito, mas o Brasil enfrentará com um mínimo de danos à economia uma nova crise.
O ministro disse não crer em um overshooting (disparada) do dólar:
- Não sabemos qual é a reação do mercado. Porque no passado a gente sabia, era a fuga para a segurança. Mas hoje eu pergunto: onde é que está a segurança?
Segundo o ministro, a situação reflete o enfraquecimento da situação dos EUA e da Europa:
- Espero que não continue esse agravamento, que ele cesse nos próximos dias. Mas, caso haja um agravamento da crise mundial, o Brasil nunca esteve tão bem preparado para enfrentar as consequências dessa crise, ou de uma nova crise.
Em 2008 e 2009, o governo adotou medidas de estímulo à economia em reação à crise global, com redução de impostos para setores da indústria e corte de compulsórios bancários (parcela dos depósitos de bancos que fica retida no Banco Central).
Agenda fraca Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou em tímida alta, com ganho de 0,23% do Nikkei 225. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,49%.
Apesar da continuação da cautela dos agentes, esta jornada é mais esvaziada de indicadores. Nos Estados Unidos, único destaque do dia, o número de pedidos de seguro-desemprego recuou para 400 mil na semana terminada em 30 de julho, de acordo com o Departamento de Trabalho. Foram mil a menos que os 401 mil pedidos efetuados na semana imediatamente anterior. Economistas esperavam aumento em torno de 7 mil pedidos.
Na cena europeia, conforme o esperado, o Banco Central Europeu (BCE) deixou inalterada a taxa de juro da zona do euro em 1,5%. O presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, deixou subentendido que continua em curso o programa de compra de títulos. O BCE também vai voltar a injetar liquidez nos mercados a partir do dia 9 deste mês, quando a instituição vai emprestar recursos aos bancos em operação extraordinária.
Como já era esperado, a taxa de juros na zona do euro não foi elevada diante da desaceleração da atividade economica que se propaga na região. O Banco Central Europeu (BCE) deixou inalterada a taxa de juro da zona do euro em 1,50%.
O Banco da Inglaterra também manteve a taxa de juro em 0,5%, em linha com as expectativas de muitos agentes financeiros, e decidiu conservar o programa de compra de ativos em 200 bilhões de libras.
As preocupações com a Itália e a Espanha se agravam. Analistas destacam que mesmo que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) utilize todos os recursos de que dispõe para apoiar os dois países, só poderá gastar no máximo 340 bilhões de euros, volume insuficiente para socorrer a terceira e a quarta economias europeia.
No câmbio, o governo japonês resolveu intervir para conter a valorização do iene em relação ao dólar. Já o banco central da Turquia cortou, inesperadamente, sua taxa de juro para o menor nível da história para proteger a economia do impacto da crise da dívida europeia e da desaceleração do crescimento nos Estados Unidos. O governo turco pretende proteger sua moeda, a lira.

Dilma aceita pedido de demissão de Jobim e Celso Amorim é o novo ministro da Defesa.

BRASÍLIA - Em sete meses de governo, a presidente Dilma Rousseff demitiu nesta quinta-feira o terceiro ministro, todos indicados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram três demissões em apenas dois meses. Depois de Antonio Palocci (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes), foi a vez de Nelson Jobim deixar o Ministério da Defesa. O PMDB, partido de Jobim, tentou ficar com o posto, mas Dilma escolheu outro ex-ministro de Lula, o embaixador aposentado Celso Amorim, que foi chanceler de 2003 a 2010.
Jobim perdeu o cargo depois de várias provocações à presidente, com quem nunca teve uma relação próxima. Sua saída foi decidida por Dilma ainda na noite de quarta-feira, quando ela soube do teor das declarações de Jobim à revista "Piauí" .
ENQUETE: Maioria dos leitores do GLOBO é a favor da saída de Nelson Jobim


DECLARAÇÕES: Relembre algumas falas polêmicas do ex-ministro Nelson Jobim


VÍDEO: Permanência de Jobim na Defesa ficou insustentável
Nos últimos dez dias, o ministro provocou polêmicas no governo, culminando com a revelação, à "Piauí", de um diálogo com a presidente sobre a contratação do ex-deputado petista José Genoino para a assessoria do Ministério da Defesa e também do que pensa sobre as ministras Ideli Salvatti - "bem fraquinha" - e Gleisi Hoffmann - "nem conhece Brasília". No caso de Genoino, Jobim contou à revista que, quando Dilma lhe perguntou se ele seria útil como assessor na Defesa, teria respondido: "Presidente, quem sabe se ele pode ser útil ou não sou eu". Para Dilma, isso foi a gota d'água.
Jobim entregou a carta de demissão à presidente pouco depois das 20h, 15 minutos após desembarcar na Base Aérea de Brasília, num encontro rápido e frio no Palácio do Planalto que durou cerca de cinco minutos. Ele estava em Tabatinga (AM) quando recebeu um telefonema de Dilma, depois do almoço. Ele só voltaria a Brasília no fim da noite, mas ela pediu que ele antecipasse o retorno, pois não queria protelar a exoneração.
Para militares, insubordinação
O anúncio oficial da demissão de Jobim foi feito pela ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, por volta de 20h15m. Ela também disse que Dilma havia convidado Amorim para o cargo. Amorim é o segundo diplomata a ocupar o Ministério da Defesa e chegou a ser citado para o cargo em outras crises na pasta. O embaixador José Viegas foi o primeiro ministro da Defesa de Lula, depois substituído pelo então vice José Alencar.
Da área militar, a presidente Dilma recebeu sinalizações, logo cedo, de que, apesar da atuação de Jobim no Ministério da Defesa, os comandantes não concordavam com o "comportamento de insubordinação" do ministro em relação à comandante-em-chefe das Forças Armadas.
A presidente foi rápida na substituição de Jobim porque já tinha tomado a decisão de tirá-lo do posto desde que ele explicitou, em entrevista ao portal UOL, que tinha votado no tucano José Serra, no ano passado. Dilma tinha conhecimento disso, mas considerou deselegante e inoportuno ele confessar publicamente o voto em Serra. E ainda acrescentar que, se o tucano fosse o presidente, faria a mesma faxina que Dilma fez nos Transportes.
A saída de Jobim já era dada como certa pela classe política desde as primeiras horas do dia. Tanto adversários como amigos do peemedebista diziam que ele havia extrapolado e perdido as condições de continuar no cargo. Já a escolha de Celso Amorim para a Defesa dividiu opiniões entre políticos governistas e de oposição.
- Achei a escolha brilhante. Um nome muito preparado, uma solução muito boa. É um diplomata com grande experiência governamental, ficou oito anos no Ministério de Relações Exteriores e tem grande afinidade com Lula - disse Paulo Teixeira (SP), líder do PT na Câmara.
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), também elogiou a escolha de Amorim:
- É uma bela escolha da presidente Dilma. Ótima escolha.
Já o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), avaliou como temerária a ida de Amorim para um cargo estratégico como a Defesa, por seu viés esquerdista e sua política de aproximação com ditaduras, como a do Irã. Disse que Jobim era de competência incontestável e disciplinou as Forças Armadas.
- Jobim foi trocado por um fanático esquerdista. Isso é um perigo na Defesa pelo seu passado de aproximação com ditaduras e suas ligações com Cuba e Venezuela. Muito mais que uma crítica, vejo a solução como extremamente temerária para um cargo estratégico de defesa nacional. Só falta o Amorim levar o Marco Aurélio Garcia e o Samuel Pinheiro Guimarães. Acho que será um desastre! - comentou Demóstenes.
Mesma preocupação foi manifestada pelo líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP):
- Espero que ele (Celso Amorim) não deixe se contaminar com o viés político-ideológico, o que muita vezes ocorreu no Ministério das Relações Exteriores. Gostaria de lamentar a saída de Jobim, com um currículo extremamente qualificado.
- Essa é uma colocação totalmente descabida! Qualquer que fosse o ministro iria executar a política da presidente Dilma. A política externa implementada por Amorim não tinha viés ideológico. É um nome muito adequado para o cargo - retrucou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).
Antes mesmo da oficialização da demissão de Jobim, já havia se estabelecido uma acirrada disputa entre petistas e peemedebistas pelo comando do Ministério da Defesa - nenhuma das partes ganhou. A lista de candidatos citados ao longo do dia tinha quase uma dezena de nomes: o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o vice-presidente Michel Temer; o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP); o ministro Moreira Franco, que o PMDB tentou emplacar; e até o ex-ministro do Supremo Sepúlveda Pertence, que era visto como uma solução institucional. O nome de Celso Amorim também entrou nessa lista, mas com algumas ressalvas de que ele teria resistência junto às Forças Armadas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dólar fecha pregão em alta nesta segunda-feira

Moeda subiu 0,63%, cotada a R$ 1,560 na venda.
Na sexta-feira, dólar fechou a R$ 1,551, em baixa de 1,15%.


O dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira (1), acompanhando a reação do mercado global a dados piores do que o esperado nos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,63%, cotada a R$ 1,5607 na venda.
Na sexta-feira, o dólar tinha fechado em queda, vendido a R$ 1,551, em baixa de 1,15%.
A moeda abriu o pregão em queda, mas passou a cair após a divulgação de dados atividade industrial nos EUA.

Câmara dos EUA aprova plano para elevar teto da dívida

Plano ainda precisa ser aprovado no Senado e sancionado por Obama.
País pode ficar sem dinheiro para honrar dívidas.



Na véspera do prazo final para que os Estados Unidos elevem seu limite de endividamento, a Câmara dos Representantes finalmente aprovou, nesta segunda-feira (1º), o plano bipartidário formulado pelos líderes do Congresso. Foram 269 votos a favor e 161 contra. Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Barack Obama.
O processo para que republicanos e democratas conseguissem fechar um acordo foi “bagunçado e levou muito tempo”, nas palavras do próprio presidente Barack Obama. Na noite do último domingo, Obama fez um pronunciamento para dizer que os líderes dos dois partidos haviam chegado a um acordo para elevar o limite da dívida dos Estados Unidos e evitar um default (termo técnico para “calote”).
O plano deve ser votado pelo Senado próximo do meio-dia (às 13h no Brasil) da terça-feira (2), segundo o líder da maioria democrata na Casa, Harry Reid. A expectativa é que o plano, negociado por Obama, seja aprovado no Senado, onde o partido Democrata tem maioria.
A primeira parte do acordo vai cortar cerca de US$ 1 trilhão nos próximos dez anos, segundo explicou Obama durante pronunciamento feito no domingo.